Thursday, January 24, 2008
Friday, May 18, 2007
Poema nº 2
É assim que te quero, amor,
assim, amor, é que eu gosto de ti,
tal como te vestes e como arranjas os cabelos
e como a tua boca sorri,
ágil como a água da fonte sobre as pedras puras,
é assim que te quero, amada,
Ao pão não peço que me ensine,
mas antes que não me falte em cada dia que passa.
Da luz nada sei,
nem donde vem nem para onde vai,
apenas quero que a luz alumie,
e também não peço à noite explicações,
espero-a e envolve-me, e assim tu pão e luz e sombra és.
Chegastes à minha vida com o que trazias,
feita de luz e pão e sombra, eu te esperava,
e é assim que preciso de ti, assim que te amo,
e os que amanhã quiserem ouvir o que não lhes direi,
que o leiam aqui e retrocedam hoje porque é cedo para tais argumentos.
Amanhã dar-lhes-emos apenas uma folha da árvore do nosso amor,
uma folha que há-de cair sobre a terra como se a tivessem produzido os nosso lábios,
como um beijo caído das nossas alturas invencíveis para mostrar o fogo e a ternura
de um amor verdadeiro.
Pablo Neruda
assim, amor, é que eu gosto de ti,
tal como te vestes e como arranjas os cabelos
e como a tua boca sorri,
ágil como a água da fonte sobre as pedras puras,
é assim que te quero, amada,
Ao pão não peço que me ensine,
mas antes que não me falte em cada dia que passa.
Da luz nada sei,
nem donde vem nem para onde vai,
apenas quero que a luz alumie,
e também não peço à noite explicações,
espero-a e envolve-me, e assim tu pão e luz e sombra és.
Chegastes à minha vida com o que trazias,
feita de luz e pão e sombra, eu te esperava,
e é assim que preciso de ti, assim que te amo,
e os que amanhã quiserem ouvir o que não lhes direi,
que o leiam aqui e retrocedam hoje porque é cedo para tais argumentos.
Amanhã dar-lhes-emos apenas uma folha da árvore do nosso amor,
uma folha que há-de cair sobre a terra como se a tivessem produzido os nosso lábios,
como um beijo caído das nossas alturas invencíveis para mostrar o fogo e a ternura
de um amor verdadeiro.
Pablo Neruda
Poema nº 1
Eu sei e você sabe
Já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo levará você de mim
Eu sei e você sabe
Que a distância não existe
Que todo grande amor
Só é bem grande se for triste
Por isso meu amor
Não tenha medo de sofrer
Que todos os caminhos
Me encaminham a você.
Assim como o Oceano, só é belo com o luar
Assim como a Canção, só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem, só acontece se chover
Assim como o poeta, só é bem grande se sofrer
Assim como viver sem ter amor, não é viver
Não há você sem mim
E eu não existo sem você
Vinicius de Moraes
Já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo levará você de mim
Eu sei e você sabe
Que a distância não existe
Que todo grande amor
Só é bem grande se for triste
Por isso meu amor
Não tenha medo de sofrer
Que todos os caminhos
Me encaminham a você.
Assim como o Oceano, só é belo com o luar
Assim como a Canção, só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem, só acontece se chover
Assim como o poeta, só é bem grande se sofrer
Assim como viver sem ter amor, não é viver
Não há você sem mim
E eu não existo sem você
Vinicius de Moraes
Tuesday, May 08, 2007
Thursday, April 19, 2007
Thursday, April 12, 2007
em ti
em ti há
versos, jardins de água e uma fortuna de pássaros que ousam céus e perfumes.
em ti cresce a criança que já foste
e a concha onde ouvias o mar traz-te o canto das sereias dançarinas.
em ti há a noite onde a lua pintou uma história
e nós esboçamos desenhos e risos nos corpos nossos
celestes
em ti há um menino que se esconde atrás da porta grande e outro que
corre desbravando.
ainda bem que em ti há sonho, calor e lágrimas
sabores de pimenta agridoces
afrodisíacos
em ti há um eu ou houve
em ti há um nós ou houve
e acho que os dois, um só, saberemos sempre aninharmo-nos,
encaixarmos-nos numa história-poema
beijinho
cati
versos, jardins de água e uma fortuna de pássaros que ousam céus e perfumes.
em ti cresce a criança que já foste
e a concha onde ouvias o mar traz-te o canto das sereias dançarinas.
em ti há a noite onde a lua pintou uma história
e nós esboçamos desenhos e risos nos corpos nossos
celestes
em ti há um menino que se esconde atrás da porta grande e outro que
corre desbravando.
ainda bem que em ti há sonho, calor e lágrimas
sabores de pimenta agridoces
afrodisíacos
em ti há um eu ou houve
em ti há um nós ou houve
e acho que os dois, um só, saberemos sempre aninharmo-nos,
encaixarmos-nos numa história-poema
beijinho
cati
Tuesday, March 13, 2007
O que há-de ser
Já viajámos de ilhas em ilhas já mordemos fruta ao relento repartindo esperanças e mágoas por tudo o que é vento.
Já ansiámos corpos ausentes como um rio anseia p´la foz já fizemos tanto e tão pouco que há-de ser de nós?
Que há-de ser do mais longo beijo que nos fez trocar de morada dissipar-se-á como tudo em nada?
Que há-de ser, só nós o sabemos pondo o fogo e a chuva na voz repartindo ao vento pedaços que hão-de ser de nós.
Já avivámos brasas molhadas no caudal da lágrima vã e flutuando, a lua nos trouxe à luz da manhã.
Reencontrámos lágrimas e riso demos tempo ao tempo veloz já fizemos tanto e tão pouco que há-de ser de nós?
Que há-de ser da mais longa carta que se abriu, peito alvoroçado devolver-se-á: «endereço errado?»
Que há-de ser, só nós o sabemos pondo o fogo e a chuva na voz repartindo ao vento pedaços que hão-de ser de nós.
Já enchemos praças e ruas já invocámos dias mais justos e as estátuas foram de carne e de vidro os bustos.
Já cantámos tantos presságios pondo o fogo e a chuva na voz já fizemos tanto e tão pouco que há-de ser de nós?
Que há-de ser da longa batalha que nos fez partir à aventura? que será, que foi quanto é, quanto dura?
Que há-de ser, só nós o sabemos pondo o fogo e a chuva na voz repartindo ao vento pedaços que hão-de ser de nós.
Já ansiámos corpos ausentes como um rio anseia p´la foz já fizemos tanto e tão pouco que há-de ser de nós?
Que há-de ser do mais longo beijo que nos fez trocar de morada dissipar-se-á como tudo em nada?
Que há-de ser, só nós o sabemos pondo o fogo e a chuva na voz repartindo ao vento pedaços que hão-de ser de nós.
Já avivámos brasas molhadas no caudal da lágrima vã e flutuando, a lua nos trouxe à luz da manhã.
Reencontrámos lágrimas e riso demos tempo ao tempo veloz já fizemos tanto e tão pouco que há-de ser de nós?
Que há-de ser da mais longa carta que se abriu, peito alvoroçado devolver-se-á: «endereço errado?»
Que há-de ser, só nós o sabemos pondo o fogo e a chuva na voz repartindo ao vento pedaços que hão-de ser de nós.
Já enchemos praças e ruas já invocámos dias mais justos e as estátuas foram de carne e de vidro os bustos.
Já cantámos tantos presságios pondo o fogo e a chuva na voz já fizemos tanto e tão pouco que há-de ser de nós?
Que há-de ser da longa batalha que nos fez partir à aventura? que será, que foi quanto é, quanto dura?
Que há-de ser, só nós o sabemos pondo o fogo e a chuva na voz repartindo ao vento pedaços que hão-de ser de nós.
Friday, March 02, 2007
Subscribe to:
Posts (Atom)
