É assim que te quero, amor,
assim, amor, é que eu gosto de ti,
tal como te vestes e como arranjas os cabelos
e como a tua boca sorri,
ágil como a água da fonte sobre as pedras puras,
é assim que te quero, amada,
Ao pão não peço que me ensine,
mas antes que não me falte em cada dia que passa.
Da luz nada sei,
nem donde vem nem para onde vai,
apenas quero que a luz alumie,
e também não peço à noite explicações,
espero-a e envolve-me, e assim tu pão e luz e sombra és.
Chegastes à minha vida com o que trazias,
feita de luz e pão e sombra, eu te esperava,
e é assim que preciso de ti, assim que te amo,
e os que amanhã quiserem ouvir o que não lhes direi,
que o leiam aqui e retrocedam hoje porque é cedo para tais argumentos.
Amanhã dar-lhes-emos apenas uma folha da árvore do nosso amor,
uma folha que há-de cair sobre a terra como se a tivessem produzido os nosso lábios,
como um beijo caído das nossas alturas invencíveis para mostrar o fogo e a ternura
de um amor verdadeiro.
Pablo Neruda
Friday, May 18, 2007
Poema nº 1
Eu sei e você sabe
Já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo levará você de mim
Eu sei e você sabe
Que a distância não existe
Que todo grande amor
Só é bem grande se for triste
Por isso meu amor
Não tenha medo de sofrer
Que todos os caminhos
Me encaminham a você.
Assim como o Oceano, só é belo com o luar
Assim como a Canção, só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem, só acontece se chover
Assim como o poeta, só é bem grande se sofrer
Assim como viver sem ter amor, não é viver
Não há você sem mim
E eu não existo sem você
Vinicius de Moraes
Já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo levará você de mim
Eu sei e você sabe
Que a distância não existe
Que todo grande amor
Só é bem grande se for triste
Por isso meu amor
Não tenha medo de sofrer
Que todos os caminhos
Me encaminham a você.
Assim como o Oceano, só é belo com o luar
Assim como a Canção, só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem, só acontece se chover
Assim como o poeta, só é bem grande se sofrer
Assim como viver sem ter amor, não é viver
Não há você sem mim
E eu não existo sem você
Vinicius de Moraes
Tuesday, May 08, 2007
Thursday, April 19, 2007
Thursday, April 12, 2007
em ti
em ti há
versos, jardins de água e uma fortuna de pássaros que ousam céus e perfumes.
em ti cresce a criança que já foste
e a concha onde ouvias o mar traz-te o canto das sereias dançarinas.
em ti há a noite onde a lua pintou uma história
e nós esboçamos desenhos e risos nos corpos nossos
celestes
em ti há um menino que se esconde atrás da porta grande e outro que
corre desbravando.
ainda bem que em ti há sonho, calor e lágrimas
sabores de pimenta agridoces
afrodisíacos
em ti há um eu ou houve
em ti há um nós ou houve
e acho que os dois, um só, saberemos sempre aninharmo-nos,
encaixarmos-nos numa história-poema
beijinho
cati
versos, jardins de água e uma fortuna de pássaros que ousam céus e perfumes.
em ti cresce a criança que já foste
e a concha onde ouvias o mar traz-te o canto das sereias dançarinas.
em ti há a noite onde a lua pintou uma história
e nós esboçamos desenhos e risos nos corpos nossos
celestes
em ti há um menino que se esconde atrás da porta grande e outro que
corre desbravando.
ainda bem que em ti há sonho, calor e lágrimas
sabores de pimenta agridoces
afrodisíacos
em ti há um eu ou houve
em ti há um nós ou houve
e acho que os dois, um só, saberemos sempre aninharmo-nos,
encaixarmos-nos numa história-poema
beijinho
cati
Tuesday, March 13, 2007
O que há-de ser
Já viajámos de ilhas em ilhas já mordemos fruta ao relento repartindo esperanças e mágoas por tudo o que é vento.
Já ansiámos corpos ausentes como um rio anseia p´la foz já fizemos tanto e tão pouco que há-de ser de nós?
Que há-de ser do mais longo beijo que nos fez trocar de morada dissipar-se-á como tudo em nada?
Que há-de ser, só nós o sabemos pondo o fogo e a chuva na voz repartindo ao vento pedaços que hão-de ser de nós.
Já avivámos brasas molhadas no caudal da lágrima vã e flutuando, a lua nos trouxe à luz da manhã.
Reencontrámos lágrimas e riso demos tempo ao tempo veloz já fizemos tanto e tão pouco que há-de ser de nós?
Que há-de ser da mais longa carta que se abriu, peito alvoroçado devolver-se-á: «endereço errado?»
Que há-de ser, só nós o sabemos pondo o fogo e a chuva na voz repartindo ao vento pedaços que hão-de ser de nós.
Já enchemos praças e ruas já invocámos dias mais justos e as estátuas foram de carne e de vidro os bustos.
Já cantámos tantos presságios pondo o fogo e a chuva na voz já fizemos tanto e tão pouco que há-de ser de nós?
Que há-de ser da longa batalha que nos fez partir à aventura? que será, que foi quanto é, quanto dura?
Que há-de ser, só nós o sabemos pondo o fogo e a chuva na voz repartindo ao vento pedaços que hão-de ser de nós.
Já ansiámos corpos ausentes como um rio anseia p´la foz já fizemos tanto e tão pouco que há-de ser de nós?
Que há-de ser do mais longo beijo que nos fez trocar de morada dissipar-se-á como tudo em nada?
Que há-de ser, só nós o sabemos pondo o fogo e a chuva na voz repartindo ao vento pedaços que hão-de ser de nós.
Já avivámos brasas molhadas no caudal da lágrima vã e flutuando, a lua nos trouxe à luz da manhã.
Reencontrámos lágrimas e riso demos tempo ao tempo veloz já fizemos tanto e tão pouco que há-de ser de nós?
Que há-de ser da mais longa carta que se abriu, peito alvoroçado devolver-se-á: «endereço errado?»
Que há-de ser, só nós o sabemos pondo o fogo e a chuva na voz repartindo ao vento pedaços que hão-de ser de nós.
Já enchemos praças e ruas já invocámos dias mais justos e as estátuas foram de carne e de vidro os bustos.
Já cantámos tantos presságios pondo o fogo e a chuva na voz já fizemos tanto e tão pouco que há-de ser de nós?
Que há-de ser da longa batalha que nos fez partir à aventura? que será, que foi quanto é, quanto dura?
Que há-de ser, só nós o sabemos pondo o fogo e a chuva na voz repartindo ao vento pedaços que hão-de ser de nós.
Friday, March 02, 2007
Thursday, March 01, 2007
Wednesday, February 21, 2007
Thursday, February 15, 2007
Wednesday, February 14, 2007
poema brejeiro ao dia dos namorados
que bom que é namorar
viver junto e passear
eu quero ir para ali
e tu ali não queres estar
Nos beijos de namorados
há gosto a alho e saliva
mantenho os olhos fechados
faço de amante passiva
as artes do beijar têm todas segredo
leva-se a lingua à orelha
mete-se na boca um dedo
vamos para um banco amorzinho
ali é bom de esfregar
eu sentada ao teu colinho
e toda a gente a passar
que lindos tão agarrados
la vamos nós, um casal
estamos tão apaixonados
que até o riso é igual
há também o romantismo:
ele zumbe ao ouvido que gosta de mim
eu vejo o cocó (de pombo) que mina o jardim
pra eu saber que me adora
diz "mor" "bebé" e "prinxeza",
eu fico completamente fora
e faço-lhe uma "proeza"
ai ui diz mais
és minha valiosa pepita
chama-me arranha-me grita
força na minha guarita
puxa-se o lençol daqui e a manta de acolá
pára com isso amor
vai deitar-te no sofá
um beijo que sabe a sono
um macaco no nariz
não interessa meu docinho
fazes-me tão feliz
viver junto e passear
eu quero ir para ali
e tu ali não queres estar
Nos beijos de namorados
há gosto a alho e saliva
mantenho os olhos fechados
faço de amante passiva
as artes do beijar têm todas segredo
leva-se a lingua à orelha
mete-se na boca um dedo
vamos para um banco amorzinho
ali é bom de esfregar
eu sentada ao teu colinho
e toda a gente a passar
que lindos tão agarrados
la vamos nós, um casal
estamos tão apaixonados
que até o riso é igual
há também o romantismo:
ele zumbe ao ouvido que gosta de mim
eu vejo o cocó (de pombo) que mina o jardim
pra eu saber que me adora
diz "mor" "bebé" e "prinxeza",
eu fico completamente fora
e faço-lhe uma "proeza"
ai ui diz mais
és minha valiosa pepita
chama-me arranha-me grita
força na minha guarita
puxa-se o lençol daqui e a manta de acolá
pára com isso amor
vai deitar-te no sofá
um beijo que sabe a sono
um macaco no nariz
não interessa meu docinho
fazes-me tão feliz
Minha Namorada
Se você quer ser minha namorada
Ah, que linda namorada
Você poderia ser
Se quiser ser somente minha
Exatamente essa coisinha
Essa coisa toda minha
Que nínguem mais pode ser
Você tem que me fazer um juramento
De só ter um pensamento
Ser só minha até morrer
E também de não perder esse jeitinho
De falar devagarinho
Essas historias de você
E de repente me fazer muito carinho
E chorar bem de mansinho
Sem níguem saber por quê
Porém, se mais do que minha namorada
Você quer ser minha amada
Minha amada, mas amada pra valer
Aquela amada pelo amor predestinada
Sem a quela a vida e nada
Sem a qual se quer morrer
Você tem que vir comigo em meu caminho
E talvez o meu caminho seja triste para você
O seus olhos tem que ser só dos meus olhos
Os seu braços o meu ninho
No silêncio de depoise você tem que ser a estrela derradeira
Minha amiga e companheira
No infinito de nos dois
Vinicius de Moraes
Ah, que linda namorada
Você poderia ser
Se quiser ser somente minha
Exatamente essa coisinha
Essa coisa toda minha
Que nínguem mais pode ser
Você tem que me fazer um juramento
De só ter um pensamento
Ser só minha até morrer
E também de não perder esse jeitinho
De falar devagarinho
Essas historias de você
E de repente me fazer muito carinho
E chorar bem de mansinho
Sem níguem saber por quê
Porém, se mais do que minha namorada
Você quer ser minha amada
Minha amada, mas amada pra valer
Aquela amada pelo amor predestinada
Sem a quela a vida e nada
Sem a qual se quer morrer
Você tem que vir comigo em meu caminho
E talvez o meu caminho seja triste para você
O seus olhos tem que ser só dos meus olhos
Os seu braços o meu ninho
No silêncio de depoise você tem que ser a estrela derradeira
Minha amiga e companheira
No infinito de nos dois
Vinicius de Moraes
Tuesday, February 13, 2007
Deli Rima Place
Ai minha agulha! Linha e dedaleira… Tece-me nos teus cabelos longos, espetados, cansados do sol, na praia molhados até aos ossos nesta noite fria e ventosa, onde nós, firmes de modo a aguentar a força do mar que tentava aparecer e desaparecer…. Continuamente, freneticamente e sempre contigo o trigo, vem comigo, amigo, e pronto bloqueei e gripei, já não sei!
E agora zumbirá a abelha trabalhando no mel, é hora, é hora, lá fora, vamos embora!
Pelos caminhos de Portugal eu vi tanta coisa linda (reis), aquela maluca que pensava que era Diana e ao mesmo tempo tentava aparecer, isto é aparecer?
Isto não é nada! E é sim porque sim e esse é o meu valor e amor com cor! Muito colorido como a vida, azul, amarelo, cor-de-laranja, pôr-do-sol, vida e a turbulência no mar, laranja e a franja! Oh! Apetece-me canja! E agora é tramado, vamos rimar com quê? Pergunta ela desejosa que com esta questão conseguisse aparecer, assim de repente, porque entre tanta gente… nada me ocorre!
C.P., C.P., D.P., N.A., R.P.
E agora zumbirá a abelha trabalhando no mel, é hora, é hora, lá fora, vamos embora!
Pelos caminhos de Portugal eu vi tanta coisa linda (reis), aquela maluca que pensava que era Diana e ao mesmo tempo tentava aparecer, isto é aparecer?
Isto não é nada! E é sim porque sim e esse é o meu valor e amor com cor! Muito colorido como a vida, azul, amarelo, cor-de-laranja, pôr-do-sol, vida e a turbulência no mar, laranja e a franja! Oh! Apetece-me canja! E agora é tramado, vamos rimar com quê? Pergunta ela desejosa que com esta questão conseguisse aparecer, assim de repente, porque entre tanta gente… nada me ocorre!
C.P., C.P., D.P., N.A., R.P.
Friday, February 09, 2007
ai camoes camoes....
Oh! Como se me alonga, de ano em ano,
a peregrinação cansada minha!
Como se encurta, e como ao fim caminha
este meu breve e vão discurso humano!
Vai-se gastando a idade e cresce o dano;
perde-se-me um remédio, que inda tinha;
se por experiência se adivinha,
qualquer grande esperança é grande engano.
Corro após este bem que não se alcança;
no meio do caminho me falece,
mil vezes caio, e perco a confiança.
Quando ele foge, eu tardo; e, na tardança,
se os olhos ergo a ver se inda parece,
da vista se me perde e da esperança.
Luís de Camões, Rimas, texto estabelecido por A. J. Costa Pimpão, Livraria Almedina, Coimbra
a peregrinação cansada minha!
Como se encurta, e como ao fim caminha
este meu breve e vão discurso humano!
Vai-se gastando a idade e cresce o dano;
perde-se-me um remédio, que inda tinha;
se por experiência se adivinha,
qualquer grande esperança é grande engano.
Corro após este bem que não se alcança;
no meio do caminho me falece,
mil vezes caio, e perco a confiança.
Quando ele foge, eu tardo; e, na tardança,
se os olhos ergo a ver se inda parece,
da vista se me perde e da esperança.
Luís de Camões, Rimas, texto estabelecido por A. J. Costa Pimpão, Livraria Almedina, Coimbra
casa de banho do mercatudo
Dance like if no one is watching
work like if you don`t need money
love like if no one had(?) hurt you
work like if you don`t need money
love like if no one had(?) hurt you
nocturno com gatos
vale a pena espreitar o site aí à direita "nocturno com gatos"
bem bonitos os poemas de uma tal de Soledade santos.
Direi
(em redor de Eugénio de Andrade)
Direi que amo
direi mel
saliva
Direi ferida
lábios
madressilva
Direi febre
flancos
ambarina
Direi
e sob as palavras oiço
nenhum rumor de lume
Soledade Santos
bem bonitos os poemas de uma tal de Soledade santos.
Direi
(em redor de Eugénio de Andrade)
Direi que amo
direi mel
saliva
Direi ferida
lábios
madressilva
Direi febre
flancos
ambarina
Direi
e sob as palavras oiço
nenhum rumor de lume
Soledade Santos
Aí está o referendo
Domingo é dia de referendo, vamos lá ver se desta vez acertam no resultado porque isto de andar sempre a referendar maça uma pessoa. Eu cá sou a favor, voto sim, pela despenalização do aborto. Mas ainda ia mais longe, aplicava a lei com retroactivos, ia procurar aqueles cujas mães deviam ter beneficiado desta lei, e abortava-os. Imaginem o sofrimento a que teríamos sido todos poupados se o aborto tivesse sido sempre legal. Pensem nos primeiros-ministros que não teríamos tido, nos professores que teimavam em chumbar-nos por não irem com a nossa cara, nos funcionários das finanças mal encarados, no pessoal que vende imperiais sem gás. O mundo seria um lugar melhor!
Thursday, February 08, 2007
Wednesday, February 07, 2007
Manual de como lidar com as mulheres
objectivo: fazer as mulheres felizes.
Faz algo que ela goste e ganharás pontos. Fazes alguma coisa que ela desgoste e os pontos são subtraídos. Porém não receberás pontos por coisas que supostamente deverias fazer. são as regras do jogo.
COISAS SIMPLES
Fazer a cama: +1
Fazer a cama, mas esqueces-te das almofadas de decoração: 0
Subir a colcha por cima dos lençóis amarrotados: -1
Deixar a tampa da sanita levantada: -5
Substituir o rolo de papel quando este acaba: 0
Quando o rolo está nas ultimas recorres a lenços de papel: -1
Quando se acabam os lenços de papel recorres a outra casa de banho: -2
Sais para comprar o último modelo de pensos com abas especiais: +5
a chover: +8
mas voltas com cerveja: -5
e sem pensos: -25
Investigas um barulho estranho à noite: 0
chegas à conclusão que o barulho não era nada: 0
afinal era alguma coisa: +5
dás-lhe com uma barra de ferro: +10
era o gato dela: -40
NUMA FESTA
Ficas ao lado dela a festa inteira: 0
Ficas ao pé dela um bocado, mas depois vais beber uma cervejola com um colega dos copos do tempo de faculdade: -2
chamada Cristina: -4
que é dançarina: -10
com implantes no peito: -18
ANIVERSÁRIO DELA
Não te esqueceste!!!: 0
Compras um cartão e umas flores: 0
Vão jantar fora: 0
a um restaurante que não está a dar futebol: +1
OK, afinal o jogo começa daqui a 10 minutos!: -2
e é noite de comida e bebida à descrição!: -3
tens a cara pintada com as cores do teu clube!: -10
NOITE FORA COM A MALTA
Vais com um amigo dela: 0
o tal amigo é casado, feliz e fiel à mulher: +1
o amigo é solteiro: -7
e tem um Ferrari: -10
UMA NOITE FORA COM ELA
Vão ao cinema: +2
ver um filme que ela gosta: +4
ver um filme que tu não suportas: +6
ver um filme que tu gostas: -2
que se chama RAMBO 3: -3
que se baseia em porrada do principio ao fim: -9
mentiste e disseste que pensavas que era outro filme: -15
O TEU CORPO
Ganhas uma barriga considerável: -15
vais para um ginásio para acabar com ela: +10
arranjas roupa mais larga para disfarçar: -30
desculpas-te dizendo: "E depois?? Tu também tens!!: -800
A GRANDE QUESTÃO
Ela pergunta: "Este vestido faz-me parecer gorda?"
hesitas: -10
respondes: "Onde?": -35
respondes: "Nao.. acho q é do teu rabo": -100
qualquer outra resposta: -20
COMUNICAÇÃO
Quando ela quer falar de um problema escutas, e aconselhas serenamente uma solução: 0
ouves mais de meia hora de conversa: +5
partilhas com ela um problema teu, de natureza similar: +50
estás a pensar no jogo de ontem, ou naqueles petiscos que comeste o fim de semana passado.. e de repente ouves: "Então, o que achas que devo fazer?: -50
ouves mais de meia hora, sem olhar para a TV: +100
ela apercebe-se que é porque adormeceste: -200
Cadáver a umas quantas mãos
Por enquanto quero tanto que amanhã seja e boceja profundamente, abrindo a boca madura, carnuda, húmida e muito louca, mouca! Baralhaste-me e assim sai merda, qual merda? Dá-me erva e faz-me uma, outra e outra vez pensar, várias vezes, quantas vezes, e o meu cérebro em fezes, e que te prezes! Porque se alguém quer realmente, consegue!
V.A.
V.A.
Tuesday, February 06, 2007
sabiam que...
Comparativamente a outros aperitivos, caso das batatas fritas ou as pipocas, o tremoço traz vantagens evidentes. È mais nutritivo e muito menos calórico. Os tremoços têm, em média, 1/6 das calorias, por peso dos outros aperitivos. Traduzindo: 100 gr de amendoim equivalem, aproximadamente, a 600 gr de tremoço.
Portela Maravilhosa!
A Cláudia é azougada
Cuida que não entendemos o esquema
O seu triste embuste
Do fim-de-semana em Ipanema!
Pensa embair aqui os tolos
Com falsas declarações
Da primorosa viagem
De biquini e calções
Fechada na Portela
Achou-se durante 3 dias
Calçadão diz ela
Troçando com alegrias
Endromina quem acredita
Na sua feliz narração
É uma gaja matreira
E aplica-se na descrição
Nem sequer traz um retrato
Como prova da permanência
E acha que aqui os néscios
Crêem na sua eloquência
Tem cuidadinho gaiata
Com o que andas a inventar
Que a horda já não acredita
Em histórias de encantar!!!
Cuida que não entendemos o esquema
O seu triste embuste
Do fim-de-semana em Ipanema!
Pensa embair aqui os tolos
Com falsas declarações
Da primorosa viagem
De biquini e calções
Fechada na Portela
Achou-se durante 3 dias
Calçadão diz ela
Troçando com alegrias
Endromina quem acredita
Na sua feliz narração
É uma gaja matreira
E aplica-se na descrição
Nem sequer traz um retrato
Como prova da permanência
E acha que aqui os néscios
Crêem na sua eloquência
Tem cuidadinho gaiata
Com o que andas a inventar
Que a horda já não acredita
Em histórias de encantar!!!
Friday, February 02, 2007
2 de Fevereiro - Dia Mundial
Caso não saibam, hoje dia 2 de Fevereiro, comemora-se o Dia Mundial das Zonas Húmidas.
Sorte a nossa, que ainda por cima calhou a uma Sexta-Feira, o que nos dá mais tempo para reflectir sobre a questão, e até comemorar!
Nos sites da especialidade estão tópicos como: "Qual a importância das Zonas Húmidas?" (como se toda a gente não soubesse já!) e "Acções Mundiais e Nacionais" (este ainda vou ter de ler para me esclarecer!... Secalhar até arranjo programa para este Fim-de-Semana), existem até as "Leituras recomendadas" (suponho que para iniciantes na matéria).
Nos Açores há mesmo agendado um "Programa de saídas de campo" (aqui acho que já passam da teoria à prática), e para fechar, li por aí e quero partilhar:
"Há Riqueza na Diversidade das Zonas Húmidas: Não a Perca!"
Malta, toca a comemorar!
Sorte a nossa, que ainda por cima calhou a uma Sexta-Feira, o que nos dá mais tempo para reflectir sobre a questão, e até comemorar!
Nos sites da especialidade estão tópicos como: "Qual a importância das Zonas Húmidas?" (como se toda a gente não soubesse já!) e "Acções Mundiais e Nacionais" (este ainda vou ter de ler para me esclarecer!... Secalhar até arranjo programa para este Fim-de-Semana), existem até as "Leituras recomendadas" (suponho que para iniciantes na matéria).
Nos Açores há mesmo agendado um "Programa de saídas de campo" (aqui acho que já passam da teoria à prática), e para fechar, li por aí e quero partilhar:
"Há Riqueza na Diversidade das Zonas Húmidas: Não a Perca!"
Malta, toca a comemorar!
Thursday, January 25, 2007
breu
Wednesday, January 24, 2007
quem nao sofre de neophilia????
De acordo com um estudo de cientistas japoneses, o consumismo por impulso tem um nome e uma explicação: "Neophilia".
"Neophilia" é o amor pelas coisas novas, a atracção pela novidade.
Por isso é que compramos coisas que muitas vezes não precisamos. A culpa é duma enzima no corpo humano que nos torna assim.
interessante, não???
Neophilia ja vem definido no Wikipedia
"Neophilia" é o amor pelas coisas novas, a atracção pela novidade.
Por isso é que compramos coisas que muitas vezes não precisamos. A culpa é duma enzima no corpo humano que nos torna assim.
interessante, não???
Neophilia ja vem definido no Wikipedia
Tuesday, January 23, 2007
Thursday, January 18, 2007
Dia de Festa...

Olha a Cati na próxima 6ª Feira no Bairro Alto!
E não é que já fez um Amigo bem jeitoso?
Cuidado Catarina, sabes que à luz do dia e sem copos ele já não te vai parecer assim tão bonito...
Já o estou a ver a correr atrás do carro com o teu número de telefone na mão e tu a dizeres adeus através do vidro traseiro: juras de amor eterno... será o macaco Humberto?
Foto antecipada do meu jantar
Tuesday, January 16, 2007
Os Amigos
No regresso encontrei aqueles que haviam estendido o sedento corpo sobre infindáveis areiastinham os gestos lentos das feras amansadas e o mar iluminava-lhes as máscaras esculpidas pelo dedo errante da noite
prendiam sóis nos cabelos entrançados lentamente
moldavam o rosto lívido como um osso mas estavam vivos quando lhes toquei
depois
a solidão transformou-os de novo em dor e nenhum quis pernoitar na respiração do lume
ofereci-lhes mel e ensinei-os a escutar a flor que murcha no estremecer da luz levei-os comigo
até onde o perfume insensato de um poema os transmudou em remota e resignada ausência
Al Berto
Monday, January 08, 2007
ideias para esboço de um poema triste

16h22
penso-. quero enrolar os meus braços à volta do corpo minguado. o sol não veio hoje
a caneta esquecida entre os dedos tatua-me a pele de outros sonhos. então choro tinta e sinto na boca o sabor da carga e dos poemas riscados. que palavra-chave uso para sair daqui? se disser árvore, crescerei laranja? se ousar gato terei um colo para ronronar?
há vidros no chão de terra e eu imito as vindimas e faço vinho de sangue e caos.
Adormeço na banheira, embalada pelo metálico som das gotas que a torneira espreme. acho que vejo um túnel ao fundo da luz.
Enrugam-se-me os dedos eos pensamentos. encolho envelheço e espero que ao acordar metade de mim tenha escoado pelo ralo, junto com a água do meu banho de Dove amendoas.
cat
LObo Antunes
A sensualidade é o intervalo entre a luva e o começo da manga.
Só há grupos onde existem fraquezas individuais.
Só há grupos onde existem fraquezas individuais.
Estrela da tarde

Era a tarde mais longa de todas as tardes que me acontecia
Eu esperava por ti, tu não vinhas, tardavas e eu entardecia
Era tarde, tão tarde, que a boca tardando-lhe o beijo morria.
Quando à boca da noite surgiste na tarde qual rosa tardia
Quando nós nos olhámos, tardámos no beijo que a boca pedia
e na tarde ficámos, unidos, ardendo na luz que morria
Em nós dois nessa tarde em que tanto tardaste o sol amanhecia
Era tarde de mais para haver outra noite, para haver outro dia.
Ary dos Santos
Friday, January 05, 2007
Saudades Malta!
Cantiga de Amigo
Nem um poema nem um verso nem um canto
tudo raso de ausência tudo liso de espanto
e nem Camões Virgílio Shelley Dante
o meu amigo está longe
e a distância é bastante.
Nem um som nem um grito nem um ai
tudo calado todos sem mãe nem pai
Ah não Camões Virgílio Shelley Dante!
o meu amigo está longe
e a tristeza é bastante.
Nada a não ser este silêncio tenso
que faz do amor sozinho o amor imenso.
Calai Camões Virgílio Shelley Dante:
o meu amigo está longe
e a saudade é bastante!
Ary dos Santos
Nem um poema nem um verso nem um canto
tudo raso de ausência tudo liso de espanto
e nem Camões Virgílio Shelley Dante
o meu amigo está longe
e a distância é bastante.
Nem um som nem um grito nem um ai
tudo calado todos sem mãe nem pai
Ah não Camões Virgílio Shelley Dante!
o meu amigo está longe
e a tristeza é bastante.
Nada a não ser este silêncio tenso
que faz do amor sozinho o amor imenso.
Calai Camões Virgílio Shelley Dante:
o meu amigo está longe
e a saudade é bastante!
Ary dos Santos
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