
16h22
penso-. quero enrolar os meus braços à volta do corpo minguado. o sol não veio hoje
a caneta esquecida entre os dedos tatua-me a pele de outros sonhos. então choro tinta e sinto na boca o sabor da carga e dos poemas riscados. que palavra-chave uso para sair daqui? se disser árvore, crescerei laranja? se ousar gato terei um colo para ronronar?
há vidros no chão de terra e eu imito as vindimas e faço vinho de sangue e caos.
Adormeço na banheira, embalada pelo metálico som das gotas que a torneira espreme. acho que vejo um túnel ao fundo da luz.
Enrugam-se-me os dedos eos pensamentos. encolho envelheço e espero que ao acordar metade de mim tenha escoado pelo ralo, junto com a água do meu banho de Dove amendoas.
cat
1 comment:
de ti não espero o tempo cinzento
espero luz e cor
espero sorriso e cor
mas lindo, lindo
beijocas
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